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Acre

Igarapé transborda e catraias são usadas para travessia de ponte entre Acre e Bolívia

O Igarapé Rapirrã, que deságua no rio Abunã, em Plácido de Castro, interior do Acre, transbordou no início desta semana e deixou a cidade sem acesso à Vila Evo Morales, na Bolívia.

A Defesa Civil informou que não há famílias desabrigadas e as pessoas que precisam atravessar a fronteira têm que usar pequenas embarcações.

Com o nível do igarapé elevado, a ponte de acesso entre os dois países ficou coberta e impede a passagem via terrestre.

"A situação ainda está tranquila, porque é só o acesso que está interrompido. Geralmente quando o Abunã enche, transborda ali e fica com o problema de acesso, mas tem as catraias e a gente acompanha a situação", informou o coordenador da Defesa Civil no município, Arlindo Almeida.

A funcionária pública aposentada Semírames da Silva Pinto, de 67 anos, foi até Plácido de Castro nesta quarta-feira (26) com duas amigas fazer compras e disse que se surpreendeu ao ver que o igarapé tinha transbordado.

“Se eu soubesse que estava cheio não tinha ido, pois é perigoso, tivemos que atravessar de catraia, pagamos R$ 2 pela travessia na ida e R$ 2 a volta. Não dava pra passar pela ponte, a água estava no joelho, algumas pessoas ainda se arriscaram e atravessaram andando. Carro grande também estava passando com uma certa dificuldade, mas nós preferimos não arriscar”, disse.

O igarapé continua em elevação, porque é um afluente do Rio Abunã, que deságua no Rio Madeira e o Abunã está com a elevação bastante acentuada e complica para os moradores de Plácido de Castro que dependem desse acesso para fazer a travessia, informou o major Cláudio Falcão do bombeiros durante entrevista a rádio CBN.

O major acrescentou que a preocupação é que o rio Abunã e o igarapé não apresentem vazante, o que pode acabar desabrigando famílias que moram na região.

"Como temos experiências de anos anteriores, se não tiver vazante, acaba atingindo famílias tanto brasileiras de Plácido de Castro e Acrelândia, como também de bolivianos", disse Falcão.

Além disso, nem os bombeiros e nem a Defesa Civil não possuem régua no local e não souberam informar o nível do igarapé.

Alerta
O major Falcão alerta as pessoas que costumam atravessar a fronteira nas pequenas embarcações para o risco de acidentes.

"As pessoas que visitam a Bolívia e acabam se aventurando em embarcações menores tenham muito cuidado porque há uma correnteza muito forte e o risco de acidente é muito grande nessa travessia", disse.

O coordenador da Defesa Civil informou que a travessia é monitorada e que não é permitido mais de 10 pessoas por embarcação.

 

 

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