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Acre

Comissão pede que casos de Covid-19 entre indígenas que vivem nas cidades do AC sejam especificados

Após o registro dos primeiros casos de Covid-19 em indígenas, a Comissão Pró-Índio do Acre (CPI-AC) pede que indígenas com a doença que vivem nas cidades sejam notificados especificamente nos boletins epidemiológicos oficiais. Em nota, a comissão informa que o registro dos primeiros casos requer essa subnotificação e segue um pedido do movimento indígena no Brasil.

A assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) informou que não é possível fazer a separação dos dados.

No Acre, até quinta-feira (28), foram registrados dois casos de Covid-19 entre indígenas, um em Santa Rosa do Purus e outro em Assis Brasil de nativos que estão em aldeias, segundo informações da coordenação da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Porém, muitos indígenas que vivem na cidade acabam não entrando neste balanço da Funai, que monitora apenas as aldeias. A reivindicação da comissão é que a população indígena que vive nas cidades sejam especificadas nas notificações.

“A população indígena urbana deve ser incluída nos boletins epidemiológicos oficiais como indígenas. Não se trata do local em que moram, mas da atenção especial que necessitam como pessoas de alta vulnerabilidade sociocultural, suscetíveis ao contágio de doenças”, diz o documento.

O pedido da comissão no estado é um reforço ao movimento nacional. “Como vem sendo cobrado pelo movimento indígena no Brasil, pois a notificação deveriam se basear no conjunto de aspectos socioculturais e relações, que são importantes para monitorar o avanço do coronavírus nos povos e Terras Indígenas”, acrescentou o documento.

O Acre registrou, até quinta-feira (28) 5.600 casos da Covid-19, segundo o boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre). O número total de vítimas fatais agora é 122.

Sesai
Em nota o Ministério da Saúde informou que desde janeiro de 2020, mesmo antes da Organização Mundial da Saúde (OMS) decretar a Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), através da Secretaria Especial de Saúde Indígenas (Sesai), vem orientando e fazendo ações voltadas para as comunidades indígenas.

"Assim, a Sesai revisa e atualiza constantemente seus documentos orientadores, estabelecendo novas ações a partir das deliberações estabelecidas pelo seu comitê de crise. A Sesai permanece trabalhando para atender aos mais de 800 mil indígenas aldeados e presentes em todo o Brasil. Para isso, vem orientando atenção máxima às equipes multidisciplinares de saúde indígena e demais profissionais que atuam para o cumprimento do Plano de Contingência Nacional para Infecção Humana pelo Novo Coronavírus em Povos Indígenas", diz a nota.

Diz ainda que as equipes multidisciplinares de saúde indígena estão sendo orientadas a priorizar o trabalho de busca ativa domiciliar de casos de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), fazendo a triagem dos casos, evitando a circulação de pessoas com sintomas respiratórios.

"Ou seja, sugere-se que, preferencialmente, não se tenha sala de espera nos serviços. Para isso, a equipe deve comunicar à comunidade que priorizará o atendimento domiciliar", destaca.

 

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